Para educar, ser educado
Li agora O Segredo da Infância, o capítulo sobre a preparação espiritual do professor.
Muito interessante e importante o que Montessori fala, ainda mais na sociedade de hoje. Investiguemos e pensemos.
Ela já começa com o seguinte parágrafo.
Estaria enganado, no entanto, o professor que imaginasse poder preparar-se para sua missão apenas por meio de alguns conhecimentos e estudos: acima de tudo exigem-se dele determinadas disposições de ordem moral.
Logo pensei na implementação de agente para esse trabalho, que seria o mais importante: a preparação do adulto para que se possa educar.
O agente que foi pensado primeiro foi o agente especialista na pedagogia científica de Montessori. Mas, como falou Montessori, de nada adianta se preparar com estudos e conhecimento se o adulto não se preparar espiritualmente. Então, pensei agora pela manhã nesse agente que ajude na preparação espiritual.
No segundo parágrafo ela explica que o ponto essencial seria a observação da criança e que essa observação não se limita a modo de instruir e de educar.
Então no terceiro parágrafo ela insiste.
Insistimos na afirmação de que o professor deve preparar-se interiormente, estudando a si mesmo com metódica constância.
Montessori cita a ira e fala que ela, a ira, vem acompanhada ainda com o orgulho.
Seria difícil esse caminho de se educar para cuidar da ira e do orgulho? Montessori responde.
O caminho não é difícil, mas fácil e claro: temos diante de nós criaturas como as crianças, incapazes de se defender e de nos compreender, e que aceitam tudo quanto lhes é dito. Não só aceitam as ofensas, mas também se sentem culpadas de tudo quanto as acusamos.
Quão importante responsabilidade ao lidar com esses seres.
Ao agir com esses defeitos, o adulto age com injustiça com as crianças. Montessori descreve singularmente a gravidade do ato para a criança.
Esta não compreende a injustiça com a razão, mas a sente no espírito, e deprime-se e deforma-se.
O agente que implementaremos para ajudar nessa preparação espiritual então ajudará o adulto no auto-exame. O agente ensinará com diálogo como saber humilhar-se e agir com caridade. Essas são as disposições do espírito.
No momento que fui finalizando a leitura do capítulo, me perguntei se então seria uma liberalidade sem correções por parte do adulto à criança. E então Montessori explica sobre o equilíbrio.
O adulto não deve aprovar todos os atos da criança.
O responsável precisa apenas compreender a sua grande missão e agir com equilíbrio. Assumir essa missão requer esse pensamento cuidadoso no aspecto espiritual. Assim, pode-se compreender a criança e ser um guardião para o seu desenvolvimento e progresso.