Breno

Dos acusados

Esta manhã, li sobre os acusados. Os pais e os responsáveis, em geral, pelas crianças. Uma acusação sobre não estabelecer o correto para os seus próprios filhos ou crianças às quais são responsáveis. E, Montessori fala sobre quão surpreso isso pode ser. Como podem ser os acusados? Eles, que tanto amam os seus filhos. Como podem estar lidando com acusação?

Bom, Montessori então destaca sobre uma distinção importante. O consciente do inconsciente. Então, não há culpa. Pode haver erro, mas não tem culpa. E, quando assim se dá, os pais e responsáveis podem estar interessados no que pode ser melhorado e saem da preocupação em serem acusados.

Penso então que assim começa o que se precisa. A correção que, em uma escala grande, resolve-se o crime de lesa humanidade, que muitas sociedades cometem. O crime de não educar. E esse educar não se trata apenas de pôr a criança na escola. Uma pergunta a se realizar a si próprio seria a seguinte: minha vida tem como prioridade o meu filho? Do viver para servir.

Infelizmente, quando se pensa nisso, se dá com ataque e uso de psicologia para convencer as pessoas à não priorizar os seus filhos. Mas se trata de algo muito maior do que o individualismo pregado. Aqui não está se falando sobre uma relação entre adultos. Aqui está se falando sobre a grande importância da maior relação que se pode ter na sua vida, como fala Peterson. Elas, as crianças, olham para você. Veem ao mundo com todo o mistério da vida para o desenvolvimento e crescimento. Precisa apenas de guardiães que cuidem dela.

Proponha-se a ser um guardião para a sua criança. A humanidade seria então outra. Os problemas e vícios, os retrocessos e crimes seriam resolvidos. Cada família tem uma realidade, mas então, somos responsáveis, Montessori fala e explica. O estudo seria o caminho.